domingo, 5 de março de 2017

Explicando minha forma atual de investir – Parte 1



Esta postagem dedica-se a explicar como é, atualmente, a forma que utilizo para administrar investimentos. Ressalto que a palavra “atualmente” é utilizada pois é natural que com o passar do tempo e com as experiências vivenciadas mudemos nossa forma de investir. Por acreditar que passei da fase novato e por possuir uma estratégia mais "palpável", compartilharei minhas opiniões acerca de como escolho os ativos que compõem minha carteira para podermos, assim, trocar ideias e opiniões.



Ações, acima de tudo

Meu foco principal é o investimento em ações. Como nossa sociedade é baseada em geração de valor, isto é, na entrega de um produto ou serviço para uma pessoa que acredita que este produto ou serviço é valioso, naturalmente acredita-se que as empresas, grandes geradoras de valor, são a melhor forma de gerar riqueza, ou pelo menos deveriam ser. Na postagem “As ações deveriam render mais que outras classes de investimento” disse que não faria sentido um banco múltiplo oferecer um CDB (um ativo de baixo risco, rendimento pré-acordado e simples) e se sujeitar a uma série de encargos, treinamentos, riscos de greve, inadimplência, dentre outras questões operacionais, para estar disposto a lucrar menos que a pessoa que investiu no CDB.

Devido a isso, meu foco primário nos investimentos é a escolha de ações por estas serem as maiores criadoras de riqueza em uma sociedade capitalista.

Entretanto, como também é inerente ao sistema capitalista, há uma competição entre as próprias empresas em busca da geração de valor, o que acaba fazendo com que algumas não deem o retorno esperado para seus sócios. Fora este fato, há a dificuldade do fator governo, uma entidade abstrata que impõe uma série de tributos e restrições que atrapalham a geração de riqueza na sociedade.

Considerando esses fatores que agravam o ambiente de geração de valor, o mercado de ações, apesar ser o maior gerador de riquezas, não o é durante 100% do tempo. A instabilidade gerada pela concorrência e pelas ações do governo criam ao longo do tempo momentos mais propícios ou menos favoráveis para os aportes financeiros. Por causa disso, não realizo mais a compra contínua, frequente e ininterrupta de ações, como muitos fazem mensalmente.

Para tirar maior vantagem do mercado e de sua característica multiplicadora, é importante realizar a análise fundamentalista das empresas levando em consideração as variáveis de lucratividade e sua evolução, margem, endividamento, payout, dividendos, caixa e aplicações financeiras, remuneração da diretoria e da administração, fatos relevantes, percepção sobre a qualidade do produto e sobre o setor, assim como qualquer apontamento pertinente. Após a realização da análise, faz-se o estabelecimento de um preço.

O estabelecimento desse preço é a parte mais importante do processo. Como a análise é feita “de longe”, ou seja, realizada por meio de dados públicos e limitados, sem sequer ter a possibilidade de conhecer pessoalmente as equipes de trabalho e o que acontece nos bastidores da empresa, considero ser adequado, a fim de se diminuir o risco na operação, o estabelecimento de um valor de mercado vantajoso, ou seja, um valor de mercado que seja ao mesmo tempo baixo, realista, condizente com a qualidade da empresa e que reflita o risco de se investir em algo que possui uma série de fatores desconhecidos. É importante ressaltar que o valor de mercado não é um número estático. Ele varia conforme for o desempenho da empresa.

Após o estabelecimento do valor de cada ação, entro em um estado de paciência, uma virtude que, infelizmente, é negligenciada por alguns investidores. Todo mês faço uma comparação entre o valor de mercado e o valor estabelecido por mim. Caso o valor que estabelecido esteja de acordo com o valor que o mercado avalia, realizo compra das ações que estava mirando.

Enquanto a faixa de preço não é atingida, o valor é destinado a um fundo de reserva. Este fundo de reserva é tratado como um investimento secundário da carteira enquanto o investimento primário (ações) não estiver, a meu entender, atraente. O tempo decorrente da espera pelo preço de mercado atingir o preço desejado é utilizado para a realização de análises mais profundas sobre os ativos que estão na mira, assim como também de outros ativos.



O perfil do fundo de reserva

Como foi falado, enquanto as condições de compra de ações não estão satisfeitas, aporta-se em um fundo de reserva com o propósito de ser aproveitado quando as ações em mira apresentarem melhores condições.

Este fundo de reserva é constituído principalmente por títulos do governo através do programa Tesouro Direto, que permite o investimento por pessoas físicas de uma maneira direta e desburocratizada. Como atualmente este tipo de investimento conta com liquidez diária (ou seja, posso resgatar a grana em qualquer dia) e possui rentabilidade semelhante a taxa Selic (normalmente cotada acima da inflação oficial e uma das maiores do mundo), esta alternativa mostra-se bem conveniente.

Além do Tesouro Direto, penso também em alocar, para fins de diversificação, uma parte em moedas, como por exemplo Bitcoin e quem sabe dólar.



E o perfil das ações?

Para não alongar a postagem, o modo como atualmente penso na hora de escolher ações ficará para a próxima. Para acessá-la, clique AQUI.

Enquanto isso, deixe seu comentário.

68 comentários:

  1. ADP, o que você pratica é o famoso Market Timing. Trata-se de esperar o "melhor momento" para comprar ações. Afirmo que, a menos que você entre com uma grande quantidade de capital em uma crise sistêmica, essa estratégia não compensa.

    Há estudos que apoiam essa minha opinião.

    Eis um vídeo sobre o assunto.

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    1. Olá anon,
      Minha intenção não é arrebentar a boca do balão nem esperar o "melhor momento", no máximo esperar um momento mais adequado, o que é diferente. Não há um estudo que vá me provar que se eu tivesse 50% ou mais de minha carteira alocada em fundo de reserva que poderia me proporcionar compras pesadas de CGRA4 aos 10 reais daria pouca diferença do que fazer aportes frequentes que não chegam a 1% de minha carteira total na mesma ação, comprando-a a diversos preços. Pelo menos isso é bem claro para mim. Se pequenas alterações na forma do aporte fazem diferenças na carteira (fiz algumas postagens de aportes dobrados que mostram isso), creio que ter uma reserva pode ser mais válido que pagar qualquer preço que o mercado estiver oferecendo.

      Ps.: Não vi o vídeo porque estou na rua e não dá para ver. Quando estiver em casa e vejo.

      Abraços

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    2. Quando minha carteira se avolumar, pretendo fazer algo semelhante. Quase um long short. Como gosto da renda mensal proporcionada pelos FII, quando a parte de ETF atingir 75% num rally, vendo pra rebalancear 50%-50%. AdP, esse "estado de paciência" é o famoso radar de ativos. O cidadão fica de bituca esperando o momento de dar o bote. Abraço!

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    3. Mais adepto de estudo americanizado em bolsa Br.

      Markting timming é uma uma ova, isso se chama precificação ou margem de segurança recomendo que estudo mais a fundo parece igual mas não é.

      Já faz 4 anos que sou adepto desta filosofia, dobrei minha rentabilidade no período.

      No brasil você tem duas coisas que não existem nos EUA, invalidando completamente estes estudos americanizados.


      Beta alto= Quer dizer que as variações aqui são maiores
      Viés de sobrevivência baixo = Quer dizer que o numero de empresas que sobrevivem a longo períodos 20 anos ou mais é baixo.
      LPA= Inconstante , significa que o lucro das empresas é muito inconstante apresentando grandes oscilações ao longo do tempo.

      Outro coisa que os fanáticos que repetem estes estudo americanizados não se atentam.

      Quantidade no momento da compra é fundamental para ganho futuro ou seja comprar grande quantidade com reservas consituidas na baixas tem fazem ganhar mais dinheiro ao longo do tempo.

      Se toda vez que preço fazer fundo histórico você comprar 4 ou 5 vezes mais seu preço médio ficara abaixo da média histórica da ação superando em muito quem fez preço médio.


      Para estratégia funcionar os valores envolvidos tem de ser grandes e para isso se faz necessário acumulo de dinheiro nos períodos de sobre precificação do ativo.

      Ademais você estava confundido acertar fundo com operar com margem de segurança.

      Ação pode cair mais ou não , porem o que importa é preço de entrada valuation.

      Depois de 10 anos de mercado acionário perdi a paciência com este bullshite de livros americanizados sendo introduzidos na economia BR.

      Boa sorte




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    4. Ao primeiro anon,
      Tentei ver o vídeo mas vi apenas os primeiro minutos. Sinceramente, a utilização de falácias para "argumentar" não dá qualquer ânimo para ver o vídeo até o final. Se market timing é advinhação, então o que faço não é market timing. É apenas não se sujeitar a pagar o preço que me oferem, coisa que faço para qualquer bem no meu dia a dia. Eu duvido que você sai pagando o preço que te oferecem na venda de um produto, sem nem ao menos fazer uma avaliação, por menor que seja. Logo, o que tem a ver avaliação do preço de um produto com "prever o futuro"?
      O cara que fica repetindo "prever o futuro" demonstra de duas, uma: ou ele não sabe nada do assunto ou uma má fé para doutrinar as pessoas que veem o vídeo. Cheguei na parte que ele fala dos estudos americanos, mas até aquela parte do vídeo ele apenas disse "estudos americanos, formado por vários economistas", mas não citou nenhum. Eu tenho uma pilha de livros e nenhum deles fala sobre o que ele diz. Qual livro que você leu que fala que tem que ser milionário para isso?
      Atualmente agradeço que meu start na bolsa de valores para o longo prazo foi causado pelo meu interesse no na época vivo Instituto Nacional de Investires (INI), um órgão sério e bem educativo para o investimento em ações. Lá eles possuíam artigos práticos, mostrando como escolher uma ação, e incentivavam o estudo. Não ficando perdendo tempo falando que rentabilidade não serve para nada, preço não serve para nada, ação PN não serve para nada, dentre outras coisas que são tara e sensacionalismo do Bastter, que não indica nenhum livro ou outra fonte de informação pois inevitavelmente mostrará que ele está errado. Por isso agradeço por não ter começado pelo site do Bastter, pois a lavagem cerebral lá é grande para não procurar outras fontes de informação.

      Ao segundo anon,
      Tem gente que só utiliza os "estudos americanos" quado convém. Bastter só cita "estudos americanos" quando não fala sobre P/L, dividendos, preço de ação, etc, ou seja, 99% deles. Estranhamente, ele próprio traduziu o livro "Investindo em ações no longo prazo", de Jeremy Siegel, e raramente o cita pois, claro, os primeiros capítulos colocam por terra quase tudo o que ele fala.

      Abraços

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    5. Adp,
      Comentário perfeito!
      Eu antigamente frequentava e gostava de participar do site do cachorrão, mas qualquer coisa que vc fale fora da linha de adestramento buy & hold dele, vc é duramente criticado por ele e seus seguidores!
      Aquilo parece uma seita de fanáticos! Tô fora.

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    6. Eu gosto de muitas análises que tem no site do cachorro. Mas o que acontece no fórum da SAPR, por exemplo, acho ridículo. Ele ofendeu o cara por tentar argumentar sobre os direitos das ações preferenciais de nível 2 e quando o cara retrucou, o cachorro falou que ele meteu umas 8, 9 postagens e sequer falou dos fundamentos da empresa (e o tópico das postagens era as ações preferencias).
      Concordo com o ADP e o anon, existem muitas coisas além dos fundamentos da empresa que o acionista tem que levar em consideração e por isso admiro muito o ADP por compartilhar conosco a sua forma de investir!

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  2. Esta é, na minha opinião, a parte mais legal de fazer parte da finansfera, AdP: nós acabamos aprendendo várias formas de investimento ao mesmo tempo em que observamos, na prática, como cada uma delas se comporta.

    Abraço!

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    1. Olá LdL,
      O aprendizado da blogosfera é grande pois vemos na prática os erros e acertos de pessoas comuns.
      Abraços

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  3. AdP, por que não utiliza puts para ajudar nessa sua estratégia?
    Vamos supor que você analisou a empresa e chegou a um preço justo de 30 reais e a ação está 33, você vende X puts dessa ação a 30 reais, se for exercido, você terá pago o valor que acha justo, e se por acaso o preço da ação aumentar e você não for exercido, você terá a vantagem de ganhar o valor da venda das puts.

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    1. Uma coisa a se levar em consideração nessa estratégia, é que algumas pessoas fazem a venda da put (usando o mesmo exemplo que usei anteriormente) a 30 reais, a ação cai a 25 e eles são exercidos e "acham ruim" pois pagaram 30 quando a ação nesse momento está 25. Esse tipo de pensamento não pode existir, pois se tivesse 30 no momento que você lançou a put, você teria comprado a 30 pois é seu preço justo de entrada. Se depois disso ela caiu pra 25, significa que você tem uma chance de comprar mais abaixo do seu valor justo.

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    2. Olá Fazolim,
      Não sou muito entendido de opções, mas como Put são opções, temos apenas das empresas mais líquidas, gigantes e da moda (PETR, BBAS, etc), que não fazem meu estilo.
      Além disso, se determino que hoje só comprarei ações de uma empresa aos 30 e ela está a 33, isso não significa necessariamente que eu acredito que ela está sobreavaliada. Só significa que não pago o preço que estão ofertando, e as razões foram descritas na postagem. Significa que tenho paciência para esperar por um preço vantajoso.
      Abraços

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  4. ADP,

    Também acho que as pessoas deveriam considerar uma parcela maior na RV.... se bem que já foi um milagre as pessoas estarem migrando para o TD ao invés de ficarem com milhares e milhares de reais na poupança ..já foi uma avanço ..

    Abs,

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    1. A poupança está minguando. Ninguém merece deixar todo o patrimônio parado em um local perdendo poder de compra.
      Abraços

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  5. Oi, ADP! Tudo bem?
    De que maneira você pretende comprar dólar? Casa de câmbio?
    Abraço!

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  6. Eu penso que a experiência é muito importante na renda variável.Para mim é simples,não faço marking time à risca,mas só compro ações nas crises.Estou com o adp.Passei boa parte da minha vida comprando ações mensais indo nessa onda de bastter e outros que se não for uma grande compra e não sei o que mais,tanto faz.Então,tenho por exemplo preços médios de BBAS3=31,xx, cmig3=16,xx,natu3=45,xx,etc.São ações ruins?Claro que não,mas meu time é que foi ruim.Agora, se a pessoa não quer ter dor de cabeça e realmente não se preocupar com a rentabilidade da carteira,compre todo mês.E não vou nem entrar no mérito de que o Brasil é o país da renda fixa e não o que mais.Estratégia é estratégia!
    Abraço!

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    1. A25, mas como tem estes preços médios? BBAS chegou a 12,xx, cmig 4,xx

      Acho que o problema foi justamente ter tomado a decisão de parar de comprar nos momentos de desespero. Continuar comprando é quase tão importante quanto não vender.

      Eu continuei comprando em meu preço médio em CMIG3 está em 10,03. NATU3 32,80.

      No caso de BB, se está com preço médio de 32 é porque comprou só no topo? se tivesse comprado periodicamente deveria estar com preço médio de 22/23 e agora está valendo 35.

      Sei lá, acho que está confundindo as coisas e possivelmente está atribuindo um erro a outro. Se tivesse seguindo a estratégia de encher o carrinho na crise do ano passado não estaria com estes preços médios.

      Abraços

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    2. Obrigado por comentar amigo!Vc tem razão em parte sobre isso.O pro é que vinha tentando equilibrar a carteira sempre(tenho em média 13 ativos).Aí na crise até aportei em algumas como cmig e outras,mas não foi o suficiente para melhorar o preço médio.Então parto do princípio de que se não tivesse comprado todo mês,sobraria grana para aportar nas crises.Mas,se vc está satisfeito com sua estratégia ótimo.Eu pretendo fazer alguns aportes,mas está líquido para nas crises intensificá-los.Abraço!

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    3. Amigo passei pelo mesmo problema, sempre comprei ações sem pensar no preço, seguindo filosofia bastter. Literamente enquanto alguns pulavam de alegria com mais de 40% de retorno no ano eu estava la no zero a zero! Com ótimas empresas! Resovi vender tudo; faco swing trade e agora só alegria! No longo prazo estaremos todos mortos! Ah sugiro aos amigos estudar um pouco de análise gráfica!!
      Ass jorge

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    4. Swing Trade com menos de 500mil alocado apenas para risco?
      Nem a pau, juvenal!

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    5. Que se entenda bem, não estou de forma nenhuma condenando o aporte frequente em ações. Considero que a compra contínua de boas ações a preços razoáveis produziram um patrimônio respeitável.
      Swing trade não é para mim.
      Abraços

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  7. ADP, obrigado por compartilhar sua forma de investimento. Seus resultados mostram que tem conseguido grandes ganhos. Honestamente atribuo os ganhos mais à sua grande capacidade de escolher as empresas certas que a estratégia "momentum" que usa para os aportes.

    Na minha opinião, já mais que difundida, e após 5 anos aportando na bolsa, cada vez me convenço mais que preço não importa. O que importam mesmo são: a qualidade das empresas e o tamanho dos aportes. De qualquer maneira respeito sua estratégia e como eu disse, agradeço por ter compartilhado.

    Forte abraço!

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    1. Nobre EI, sempre bom vê-lo por aqui.
      Eu vejo de forma contrária. Quanto mais estudo e mais passo tempo na bolsa, mais eu vejo que preço importa. Isso de forma nenhuma significa que não olho a qualidade da empresa. Eu começo a analisar a qualidade dela e a questão preço é o final da análise. Só significa que empresa certa a preço errado = fumo (ou pelo menos perda de um aproveitamento melhor por ser impaciente), e que uma pessoa não tem a obrigação de comprar as ações todos os meses só porque o mercado está lá. O mercado não vai desaparecer se eu ficar um tempo sem colocar negociar nele. A pessoa pode direcionar o aporte para um fundo. O ato de aportar é mantido e a contrução do patrimônio é mantida também.
      Sobre questão de preço, eu tenho uma pilha de livros e não há qualquer menção neles de que preço não importa. Sinceramente não vejo o sentido de nada nessa vida ser vendido cujo preço não importa e que isso só é difundido por uma pessoa (Bastter), mas respeito quem quer seguir esse ensinamento dele.
      Abraços

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    2. Adp, essa discussão não tem fim, rs. O seu argumento que não existem estudos dizendo que "preço não importa" não é válido, mas talvez seja confirmado pelo fato de você ler e prestar atenção naquilo que acredita (viés de confirmação?). Eu li boa parte da pilha de livros que você cita como Graham, Lynch, Siegel e outros, além de outros tantos estudos e livros. Muitos estudos (e até Graham) falam em aportes em fundos de índices (que se compra todos os papéis proporcionalmente a qualquer preço) e dollar cost average que nada mais é que preço médio "sem olhar preço" através de aportes periódicos. Não vou entrar na discussão da eficiência porque eu não pretendo te convencer e nem você irá me convencer, mas não acho razoável chamar apenas de doutrinação ou endeusamento do bastter.

      Destaco novamente sua capacidade extraordinária de escolher as empresas boas e talvez o momentum das empresas, mas acredito firmemente (necessita apuração) que sua carteira com uma estratégia de aportes periódicos por alocação de ativos "sem olhar preço", em ordem alfabética ou de modo aleatório, poderia ter resultados semelhantes e em alguns casos até melhores nestas modalidades de aporte, devido a aleatoriedade do mercado.

      Eu entendo os modelos de precificação e vejo certa eficiência no que você fala, mas não vejo garantia NENHUMA que traria melhores retornos ou menor risco no longo prazo. É só ver que a maioria dos gestores de fundos ativos perdem para o mercado, não só nos EUA com em qualquer lugar do mundo. Nem precisa muitos estudos para isso. Procure sobre a carta anual aos acionistas do Buffett deste ano que ele fala da aposta que fez há 9 anos que ganharia dos fundos ativos com um aporte simples de usd 10k em fundos de índices. Não completou 10 anos ainda, mas a aposta está praticamente ganha.

      Um não precisa convencer o outro, mas acho desnecessário simplesmente encerrar a discussão com argumentos que não há estudos ou que se trata de doutrinacao/veneração ao Bastter.

      Abraços


      Ps. O Bastter me ajudou abrindo o olho em muitos aspectos, mas hoje em dia faz mais de 2 anos que não acesso o site, forum ou vejo videos.

      Ps2.: Eu sei que eu também estou sujeito ao viés de confirmação.

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    3. AdP e EI,

      Acho que o que ambos falaram está majoritariamente certo e um argumento não invalida o outro.

      Primeiro: faz todo sentido o que o AdP disse de que empresa certa a preço errado é fumo, e isso basicamente quer dizer que tudo depende de quanto você paga pelo mesmo investimento. E sim, apenas o Bastter em todo o universo dos investimentos tem a audácia de afirmar que "preço não importa", assim como demais termos que ele mesmo inventa e não têm respaldo na literatura, como por exemplo "trade de valor", algo totalmente sem sentido já que denota que buscar comprar um investimento abaixo de seu valor intrínseco é um trade. Aliás, acho a divisão "sócio vs trade" que ele faz bem fraca, prefiro muito mais a "investimento vs especulação", que aliás é a que encontramos em vários livros. Mas claro, esse caminhão de jargões que o Bastter usa surte efeito muito mais positivo que negativo, principalmente nos investidores iniciantes. Agora, aprofundar nos estudos requer obrigatoriamente que filtremos quase tudo que o Bastter diz.

      Ainda no mesmo assunto, e aqui discordo de você, EI: a recomendação de comprar fundos de índice não contradiz o fato de que preço importa, afinal, Graham, Buffet e diversos outros defensores do value investing a fazem. A questão é que comprar fundos de índice é uma recomendação sensata afim de maximizar a relação risco/retorno para o investidor médio, já que é uma via simples, que não exige muito esforço, que minimiza os custos de transação, que 80% dos investidores profissionais perdem para o índice no longo prazo e toda aquela história que já conhecemos. Porém, veja: aqui estamos falando basicamente sobre MPT, enquanto value investing diz sobre seleção e análise de empresas; e falando sobre análise de empresas, obviamente pagar 250 vezes ou 3 vezes o lucro numa empresa faz toda a diferença.

      Acho que tudo depende do prisma em que estamos olhando: se vemos o mercado de ações apenas como um produto financeiro ou como uma via de tornar-se sócio de um negócio real e palpável. No fim das contas (e essa é minha opinião), como todos nós aqui fazemos stock picking, temos de considerar ambos os prismas. No menor, temos de avaliar juntamente dos balanços, da análise setorial, da governança e etc., os indicadores da companhia (basicamente quanto vamos ter de pagar para investir nela), e comparar com outras opções; este é o prisma da análise de uma empresa específica. No maior, chegaremos no portfolio management, onde teremos de avaliar a nossa relação ideal para risco/retorno e consequentemente a definição de quantas ações teremos na carteira, qual a relação percentual entre as classes de investimento, etc. O que basicamente o AdP abordou está na primeira escala, o que o EI abordou está na segunda. Ambas são importantes, porém, são assuntos diferentes e não contraditórios.

      Abraços.

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    4. E a metodologia de compra, que esqueci de comentar, é um terceiro assunto diferente e eu tendo a seguir a linha do EI, comprando ações mensalmente independente do cenário. Obviamente, bater-se de frente em uma crise como esta última tendo guardado uma grande reserva esperando justamente o momento de investir é algo maravilhoso e que se mostrará extremamente lucrativo. Porém, avaliar se o mercado como um todo está caro ou barato é algo que prefiro não fazer, o que quer dizer que eu não tenho previsão nenhuma sobre se iremos enfrentar um bear ou bull market pelos próximos anos. Como o momento de agora, em que todos afirmam que estamos num "topo". Será mesmo? Se formos analisar, apenas voltamos aos patamares do ano de 2010 não corrigidos pela inflação. Por isso, prefiro abster-me da tarefa de definir quando aportar em ações e quando não aportar, ou quando aportar mais e quanto aportar menos, já que definitivamente não sei quando o mercado subirá ou não.

      Obs: sempre vejo os indicadores das empresas antes de comprar, assim como o AdP também faz.

      Abraços

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    5. PM,

      Eu não teria como explicar de maneira mais brilhante. Você pegou o cerne da discussão e realmente são coisas distintas: análise de empresas individuais e gestão de portfolio. Eu acredito piamente no equilibrio do portfolio para balancear risco e contribuir para o retorno, daí a interpretação para a famosa frase "preço não importa". Gestão de portfolio é amplamente difundida em livros. Faço análise de empresas individuais, mas a escolha das empresas está relaciodada ao equilibrio do portfolio e a estratégia de aportes e manutenção está toda baseada no portfolio management.

      O exemplo para o fundo de índice está relacionado justamente a gestão de portfolio, pois quando você compra um fundo de índice, você compra todos os papeis ao preço de mercado e mesmo com a bolsa em baixa, você compra empresas "caras" e altamente especulativas que façam parte do índice, daí um reforço para a teoria do portfolio management.

      O grande problema nos aportes é justamente deixar a decisão para o investidor, tomado pelas emoções, e isso é, comprovadamente, ineficiente para a maioria dos investidores, daí me dei bem com a alocação de ativos. Não só a alocação de ativos intra-ativos (ações) como inter-ativos (RV e RF), assim, com a bolsa em baixa, automaticamente vou direcionando maior peso dos aportes para a RV, com a bolsa em alta, como agora, o fluxo se inverte (ADP, lembra o estudo dos aportes dobrados).

      Abraços

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    6. Olá pessoal,
      O que o Pretenso Milionário disse também sintetizou boa parte do que eu iria dizer, principalmente a parte sobre fundo de índice ou da compra constante de ações ignorando preço não significar que preço não importa. Quero deixar claro (pela segunda vez nos comentários) que não sou contra a compra constante de ações, mesmo que a pessoa ignore o preço. Em nenhum momento disse que esta estratégia é ruim. Inclusive tenho várias postagens simulando compras de boas empresas sem qualquer critério de entrada de preços. Nessas simulações as ações são compradas, seja qual preço for, e muitas destas simulações resultam em patrimônios relevantes. Isso me remete a uma história que vi há um bom tempo atrás em um fórum (não sei se foi o do Infomoney ou do PaiRico) de uma pessoa falando que seu avô decidiu, em sua juventude, comprar ações do Bradesco. Ele comprava ações sempre que podia, seja qual preço for. Pelos detalhes que a pessoa contou, existe a possibilidade da história ser verídica. Se for verídica, esse avô dele deve estar muito bem de vida. Ainda digo que se a pessoa fizer o dever de casa selecionando empresas lucrativas e pouo endividadas, elas já terão feito 95% do trabalho mesmo que o preço seja ignorado. O preço é apenas um detalhe em todo o arranjo.
      O meu maior problema é que mais ou menos de 2012 para cá está sendo um tabu falar de preço, P/L, DY ou qualquer variável envolvendo preços na blogosfera. Falou sobre isso e você já é acusado de estar fazendo algo errado, de estar prevendo o futuro, comprar topo e vender fundo, girar patrimônio, etc. Os jargões são sempre o mesmos utilizados pelo Bastter. As mesmas pessoas (e não estou falando especificamente do EI) não utilizam o argumento brando de que é possível construir um patrimônio ignorando o preço. O discurso que eles usam é mais radical. Eles falam que preço não serve para nada!!!!
      Por isso sempre remeto aos meus livros, falando que nunca vi nada nessa vida cujo preço não serve para nada. Isso seria ilógico. Pode-se argumentar que o preço de algo pode ser ignorado, mas isso é diferente de dizer que ele não serve para nada. Atravessar uma rua movimentada ignorando uma olhada para os dois lados não signica que olhar para os dois lados não serve para nada. São duas coisas diferentes.
      Continuo sendo ferrenho defensor de compras de boas ações e dos aportes frequentes para a construção de patrimônio. Não existe uma vírgula nesse blog dizendo o contrário. O que abordo aqui é que, apesar de fazer o aportes frequentes, isso não significa necessariamente que este deve ser feito em ações. E claro, isso não significa que quem não faz o que faço está errado. Só não vale dizer que preço não serve para nada. Mesmo que a pessoa ignore, ele serve sim.
      Já vi gente falando que ETF's são uma maravilha e que alocação de ativos é uma coisa extraordinária. Mas normalmente são coisas faladas por vendedores de cursos ou livros, normalmente sem um histórico ou credibilidade, justamente para chamar atenção é doutrinar. Colocaria na lista também esse papo de que preço não serve para nada.

      EI,
      Sempre bom vê-lo por aqui e por mais que tenhamos essas discussões, é bom deixar claro para os leitores que nenhuma delas é de carater pessoal. São discussões sadias. Nas próximas postagens desta série falo sobre alguns aspectos de como enxergo as empresas. Não cito sobre avaliação de preços, então caso tenha alguma observação ficarei feliz com sua participação.
      Abraços e sucesso

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    7. Mas os ETFs não possuem diversas ações, cuja correlação entre elas tendem a ser nulas? Não é a mesma coisa que o Buffet falava de 20 ou 50 ações, a sua rentabilidade será próxima do mercado?

      Nada impede, também, de ter estratégias de compra diferentes para empresas diferentes. Por exemplo, querer comprar mensalmente Itaú ou Ambev e comprar de forma mais concentrada empresas de crescimento, mas com um preço de acordo com o valuation (como o ADP demonstrou no seu post).
      Ou ao contrário, aportar mensalmente numa empresa de crescimentos e a cada x meses comprar uma empresa consolidada.
      O perfil de cada um é que importa, e isso que vai determinar se preço importa ou não, se será um investimento ou um especulador, se serei sócio ou serei trader.

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    8. Adp, tranquilo. Como eu disse não vamos convencer um ao outro, mas já entendemos mutuamente os diferentes pontos de vista.

      Abraços

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  8. ADP,

    Cada um tem sua formula com base em muito estudo.
    O importante é depois de um tempo, seja 1, 3, 5 ou 10 anos é fazer uma expectativa, para ver onde pode melhorar e tal...

    E gostaria de deixar um convite pra você, se aceitar você pode por favor comentar no post? http://rtrader.blogspot.com.br/2017/03/ranking-o-inicio.html

    Abraço

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  9. Muito obrigado por este post, AdP!

    Estou estudando minha entrada na RV, ainda com muito receio, e este tipo de informação ajuda bastante na construção de uma estratégia.

    As discussões aqui nos comentários também são ótimas!

    Obrigado!

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    1. Olá MRE,
      Se inspire também nos livros. Têm muita informação boa e barata, que valem mais do que as informações disponilibadas na internet.
      Abraços

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  10. Muito bom AdP

    Gosto de coisas a médio prazo e a situação do Brasil me assusta.

    Assim, não mais compro empresas para longo prazo, compro pesando peso com os riscos da empresa performar bem ou não no mercado.

    Investindo agora em mim mesmo, para em 2024 mudar de país

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    1. * compro pesando preço ....

      Maldito corretor !!!

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    2. Não sei se você vai dar risada do que vou falar a seguir, mas pense no potencial que o bananil pode oferecer. Apesar da possibilidade ser baixa, haja vista o perfil brasileiro e a doutrinação esquerdista na educação, existe a possibilidade do país dar uma reviravolta, a produtividade crescer e o ambiente ser menos hostil ao empreendedorismo. Acredito que hoje em dia existe algumas discussões e alguns tipos de pessoas saindo do armário, coisas que nem pensávamos uns 5 anos atrás.
      2024? Por que não antes? Creio que, mesmo ganhando em reais, você deve ter visto que 2024 você terá atingido sua independência financeira no país alvo, certo?
      Abraços

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    3. E outra coisa, foi você que disse que queria ir pra Suécia? Se for, li uma vez que segundo a ONU, ela tem chance de se tornar um país de 3o mundo em 2030. Não sei se é verdade, mas não duvido.
      Abraços

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    4. País de 1°mundo que vire 3, nunca conheci, já vi casos em que muitos passaram por crises e até regrediram...mas virar 3°mundo desconheço....até o que torna um país primeiro ou terceiro mundo, são tantas variáveis que não se alteram da noite para o dia....já vi países que fizeram milagres que em poucas décadas , viraram potências(Japão) , outros que alçaram um desenvolvimento mas lento e gradual (coreia), mas o inverso, ainda não aconteceu....mas cisnes negros existem para isso.
      Abraço!

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  11. Eu penso parecido com o EI mas o preço para mim é utilizado para compras, principalmente em momentos de crise, onde comprei BBAS3 abaixo de 16 e cmig3 nos 5 ou 6, alias foi minha maior concentração de aportes no ano passado. De resto sucesso e mostra que sua metodologia funciona mto bem para você.

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    1. Se você pensa como o EI mas utiliza o preço de compra, então você pensa igual a mim. A única diferença entre eu e ele é essa.
      Abraços

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  12. Excelente post Adp!
    Cada vez mais fico convencido de que a análise de preço pode sim fazer diferença no longo prazo. Até por que, é bem mais o meu perfil também. Sou o tipo do cara que prefere esperar e comprar abaixo do valor, do que sair comprando a qualquer hora e a qualquer preço. Isso tem seus custos, como por exemplo, perder uma grande oportunidade. Mas tudo na vida tem seus prós e contras.
    Iniciei na bolsa de forma completamente errada, sem estudos, comprando Vale e Petro quando estavam a preços bem altos.
    Com isso, vi meu patrimônio diminuir a longo dos últimos 5 anos.
    Hoje tenho buscado estudar e analisar muito antes de fazer uma compra.
    A propósito, a análise de preço costuma ser também difundida pelo Leitão. Porém, assim como o EI, ele também é defensor do investimento gradual, sem olhar o preço.
    Enfim, acredito que apesar de possuirem diferentes filosofias, ambas estratégias funcionam no longo prazo.
    []s
    Galo

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    1. Olá Galo,
      O Leitão utiliza preços, tanto é que posta gráficos de suas ações. Mas ele deixa claro que é para trades. Para longo prazo, ele prega o rodízio de ações, comprando cada em um mês. Mesmo assim, acredito que ele faz uma analise de preço quando decide se tornar sócio de uma empresa.
      Abraços

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  13. AdP,

    Temos diversas semelhanças em nossas formas de investir. Muito legal.

    Abraços.

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  14. É óbvio que o preço importa, o dinheiro que a pessoa aporta é limitado, e quanto mais ações se comprar com aquele montante, melhor. A qualidade da empresa importa mais. Eu estou com um sistema muito parecido com o seu ADP, agora estou esperando o ibovespa parar de cair para aportar mais. Pretendo seguir assim, quando o ibov cai bastante dou uma aportada; e enquanto só sobe prefiro esperar uma correção. Acredito que com o ibov abaixo do topo (72 mil pontos), vale a pena comprar, daqui a pouco a economia volta a bombar, e teremos o rompimento desse topo e uma grande alta nos anos vindouros.

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    1. Legal anon, e tá com quanto $$ em ações?

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  15. Hj qual sua alocação total em %? abs

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  16. A pergunta foi pro ADP, mas que quiser responder tbm , ok!!!

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    1. Eu divulgo mensalmente minha carteira. Veja no último mês:
      https://alemdapoupanca.blogspot.com.br/2017/02/fechamento-fevereiro-de-2017.html

      Abraços

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  17. Fala galera, estou voltando com o blog após o acontecido no inicio do ano.
    Segue o novo endereço: http://opilotoinvestidor.blogspot.com.br/
    Grande abraço PI

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  18. Grande AdP,

    Sempre inovando e nos orientando.

    AdP, Gostaria de trocar blogrool de nossos blogs?

    Te acompanho mais fácil na lista. hehehe

    http://arquivos-virtuais.blogspot.com.br/

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  19. Além da Poupança,

    Boa noite, acompanho seu blog sempre, mas realmente não sou de comentar, depois de anos por aqui acho que o anonimato é mais interessante no meu caso, porem este tema é bacana de mais, e estou curtindo ver as respostas dadas comentando essa frase "preço não importa", e te digo que é muito bacana ver o quanto todos se desenvolveram nestes anos todos, muito poucos aqui irão lembrar do inicio da Blogosfera, onde tínhamos a nossa magnifica Ostra e seu café diário, tínhamos também o Rafa com o seu blog Quero Ficar Rico, o Viver de Renda, entre poucos tantos outros rsrsrsrs, e digo que esta questão foi levantada lá atrás, bem no inicio... Acredite!

    Vamos lá:

    O Bastter quer dizer com esta frase é que temos pessoas que transferem dinheiro para a corretora, e depois passam horas e mais horas olhando para o Booking de ofertas, chegam a abrir o HB até durante o trabalho em vários dias seguidos esperando uma queda no preço, e ai compram, é simplesmente que o tempo que esta pessoa gastou analisando as ações para ter esta economia, o tempo que ele deixou de produzir em sua atividade principal e remunerada, seria muito melhor aproveitado caso ele tivesse investido no trabalho dele, ou em conhecimento com aprendizado de algo a mais, ou mesmo lendo um bom livro de finanças, etc... do que na economia de uns trocados.

    E em um dos posts da época, me lembro muito bem que “chegamos”, se é que se chega a alguma, é que para responder se importa ou não, temos de dividir em dois grupos de investidores, e esta divisão é feita com o quanto de dinheiro cada grupo esta sendo aportado naquele momento.

    Pois se você se dispersar no trabalho, passar horas e horas, até dias e dias na frente do HB, para esperar o fundo do poço, para esperar uma ação cair em percentual 10%, e em Reais $1, para você comprar apenas um lote ou fração dele, te digo que era melhor o sujeito ter aberto o HB, comprado no preço da Pedra e ir re-ler o Livro O Investidor Inteligente ou Pai Rico Pai Pobre, porem também digo, que se o sujeito passou todo este tempo na frente do HB, achou esse desconto de 10% e ainda vai dar um Call de 50K, te digo que você gastou o seu tempo da melhor forma possível.

    Então todas as respostas estão corretas, o preço importa se sua economia for maior do que o valor do seu tempo, e não importa em nada se a sua economia for menor do que o valor do seu tempo, então você passará para outro estagio, o estagio de monetizar o seu tempo para saber quanto ele vale, depois disto você terá a resposta: “O preço importa ?”

    See You.

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    1. Olá Rudi, acho que estou lembrado de você no blog da Ostra. Você é das antigas, rs. Prazer vê-lo por aqui.
      Se o cara é tarado por preço, por dividendos, por fundamentos, ou seja lá o que for, então ele realmente corre um sério risco financeiro ou até de saúde. Mesmo assim não justifica transmitir uma desinformação. Pior, fazer disso uma bandeira, um lema. Basta dizer que excessos não fazem bem. Do jeito que a coisa é disseminada, basta surrurrar na blogosfera a palavra "preço" que aparecem pessoas te acusando de futurólogo, manada, comprador de topo, etc. Não justifica.
      Além disso, existe uma grande diferença entre "preço não serve para nada" e "ficar acompanhando diariamente preços não importa". O segundo é difundido por alguns grandes investidores. Já o primeiro nunca vi. Bastter é bastante claro quando diz que preço não serve para nada.
      Abraços

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    2. Bastter até gosto dele...kkkk....Para defender suas idéias, não tem igual, creio que a maioria da blogsfera que for defender uma idéia contrária lá seria trucidada , de todas as formas, inclusive nos argumentos....Mas ter melhor argumentação, não quer dizer que se está certo....os só vale para nós....certeza só quando o objetivo for alcançando.....

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  20. Excelente post, mas para se chegar ao ponto crucial: o preço, é preciso estudar... sei que vc já fez isso... Como ainda tenho pouco tempo nesta área, vou seguindo investindo em tesouro direto e LCA, comprei poucas ações e baseado em recomendação da corretora, sei que não é o ideal, mas enquanto não tiver esse conhecimento que vc tem, vou seguindo assim. Abraços e boa sorte

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  21. Olá AdP já sou seu leitor há algum tempo e aprendo muito por aqui, inclusive foi daqui obtive uma das minhas maiores ajuda que é aquela planilha auxiliar de 'calculo de custos de corretagem', como também a questão do preço médio ponderado de uma ação dentro da carteira.
    Gosto de ler seus pontos de vistas e estudos, assim como também ler seus leitores e todas essas conversas, pois a gente aprende muito com isso, na verdade a gente desperta ideias que ficam ocultas na cabeça e nem imagina que tinha essa noção da coisa, e isso só ocorre após ler assuntos e discussões como essas.
    Eu tenho uma convicção, cada um ouve e aprende o que quer ouvir e aprender, acho que é muito difícil manter a neutralidade nas grande questões, mas não é impossível. Sou novato em bolsa de valores, pois comecei em meiados de 2015, e considero um sobrevivente por estar lá firme e forte até hoje a despeito de ser um pequeno investidor e de apanhar quase sempre, eu gostaria de ter aportado por lá há muito mais tempo, mas estamos ai aprendendo com essa galera.
    Assim que comecei também não dava bola para preços, mas hoje eu tenho a necessidade de pechinchar preço na bolsa, não porque eu acho que ele seja mais importante do que qualquer coisa, mas por questão de oportunidade mesmo. Me considero uma mistura de Buy and hold e Swing Trade, eu só consigo fazer Swing Trade com empresas que eu tenho coragem de ser sócio, então não consigo aceitar a analise técnica cegamente.

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  22. ADP, parabéns pelo excelente blog, o acompanho sempre.

    Quanto à principal questão tratada nos comentários (compra mensal "obrigatória" ou comprar apenas quanto o mercado estiver condizente com o preço traçado em sua avaliação), me vi neste mesmo dilema e resolvi aplicar uma solução que conheci pela primeira vez aqui no seu blog, o método dos aportes dobrados.

    Separei as ações em dois grupos (A e B) e alternadamente compro as ações de um grupo em cada mês. Fevereiro comprei as ações A, março comprei B e agora em abril comprarei A novamente. Verifico se cada uma das ações do grupo aumentou ou diminuiu de preço e aplico ou o dobro ou a metade do que foi aplicado naquela ação há dois meses (respeitados parâmetros mínimos e máximos traçados - no meu caso eu decidi que os aportes iriam de X a 8X, ou seja, 4 aportes mensais" possíveis). Eu vejo cada papel individualmente, não analiso todas as ações A ou B como um conjunto. Essa divisão foi feita essencialmente para que fosse menos trabalhoso aportar todos os meses. Pelas simulações que fiz, aportar em meses alternados usando a estratégia dos aportes dobrados não deu absolutamente nenhum prejuízo.

    Os meses de aporte menor criam uma gordura para o aporte maior em meses de cotações baixas. Apesar disso, deixei um dinheiro aplicado com liquidez diária para não ter preocupações com este fluxo e poder aportar mesmo na hipótese de mercado em baixa constante por um período contínuo (implicando em aportes no máximo sempre).

    Enfim, foi minha forma de me atentar às variações de preço, tentando tirar algum proveito disso, sem deixar de investir por um método automatizado. Fiquei bastante satisfeito com as simulações que fiz entre aporte fixo e aporte dobrado, mas só com o tempo poderei avaliar o quão vantajoso o método me será.

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    1. Interessante. Tinha uma época que estava pensando em como fazer o método dos aportes dobrados para uma carteira de ações e você conseguiu fazer isso de forma simples e efetiva. Parabéns e obrigado pela contribuição.
      Abraços

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